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TU-BARÃO

Órgão de opinião própria sem periodicidade e com muita vontade de emitir opiniões sobre o nosso quotidiano

TU-BARÃO

Órgão de opinião própria sem periodicidade e com muita vontade de emitir opiniões sobre o nosso quotidiano

07.04.15

Existe sigilo fiscal ?


No seguimento desta serie de comédia, sem graça nenhuma, da lista VIP ficamos a saber que mais de 14.000 pessoas têm acesso à informação fiscal dos portugueses e destes 2.000 são de empresas privadas.

Quando um cidadão tem um direito e o Estado (neste caso o Governo) não consegue defender esse mesmo direito não seria melhor acabar com ele ?  Violar uma lei hoje em dia já parece normal.

Tudo se faz neste campo sem que as responsabilidades politicas e criminais sejam devidamente apuradas.

O relatório da CNPD apurou que 12.000 funcionários do fisco tem acesso aos nossos dados, o que confesso me parece normal sendo os mesmos funcionários do Estado a quem sempre é exigia a ética e a verticalidade.

O problema reside nos 2300 acessos externos que empresas como a Novabase, Acenture e outras usam e que já não vejo qual seja a normalidade.

Estou mais preocupado com a privacidade que o cidadão normal não tem, e devia de ter, do que com a existência de qualquer lista lista VIP.

Claro que proteger uns com a lista VIP e estar-se nas tintas com TODOS os restantes não é o papel do estado quando o mesmo deve assegurara o principio da igualdade.

Há muitos anos que os nossos dados são do conhecimento de diversas entidades sem que nada se faça.

Perante este cenário faz sentido continuar a afirmar que a situação fiscal de cada cidadão é “secreta” ?

Um governo que faz uma lista VIP constituída por 4 ( sim QUATRO) elementos, tendo entre eles o próprio secretario de estado, responsável politico pela constituição da mesma e que não se preocupa com a falta de privacidade de todos os cidadãos portugueses conforme a lei exige merece uma forte condenação.

Ainda devíamos de ser um Estado de direito mas parece-me que cada vez mais somos um país de alguns priviligeados.

O problema aumenta quando essa falta de direitos e igualdades extravasa para outros níveis não dando ao cidadão anonimo a segurança dos seus direitos.

Artigo de ontem para a Radio Cruzeiro

06.04.15

Radio Cruzeiro


A partir de hoje, para alem da contribuição escrita, também darei a minha contribuição em directo.

Vamos ver como vai correr pois é a minha primeira experiencia em rádio.

Já o fiz em TV em jornais e revistas faltava só esta vertente.

Vamos ver .......................

04.04.15

Estão a matar cristãos, mas não se ouve um pio..............


Um rapazola palestiniano apanha com uma bala de borracha israelita e, de imediato, os média europeus entram num frenesim de indignação. O mundo inteiro fica suspenso naquela nódoa negra. Milhares e milhares de cristãos são assassinados ou expulsos de suas casas por muçulmanos e, de imediato, essas notícias são remetidas para cantinhos de página e o mercado de indignação não abre a sua mui delicada boca, ou melhor, abre a boca para dizer que "a maioria dos muçulmanos não é violenta" ou "não podemos cair na islamofobia". Há qualquer coisa de errado aqui. Os cristãos deviam começar a pôr bombas em mesquitas ou atacar revistas satíricas com Ak-47. Aí sim, receberiam um pouco de atenção da compreensiva indústria da indignação. 

(parte do artigo de Henrique Raposo no Expresso no passado dia 1 de Abril com a devida vénia )

03.04.15

A Mentira é a Base da Civilização Moderna !


«É na faculdade de mentir, que caracteriza a maior parte dos homens actuais, que se baseia a civilização moderna. Ela firma-se, como tão claramente demonstrou Nordau, na mentira religiosa, na mentira política, na mentira económica, na mentira matrimonial, etc... A mentira formou este ser, único em todo o Universo: o homem antipático.
Actualmente, a mentira chama-se utilitarismo, ordem social, senso prático; disfarçou-se nestes nomes, julgando assim passar incógnita. A máscara deu-lhe prestígio, tornando-a misteriosa, e portanto, respeitada. De forma que a mentira, como ordem social, pode praticar impunemente, todos os assassinatos; como utilitarismo, todos os roubos; como senso prático, todas as tolices e loucuras.
A mentira reina sobre o mundo! Quase todos os homens são súbditos desta omnipotente Majestade. Derrubá-la do trono; arrancar-lhe das mãos o ceptro ensanguentado, é a obra bendita que o Povo, virgem de corpo e alma, vai realizando dia a dia, sob a direcção dos grandes mestres de obras, que se chamam Jesus, Buda, Pascal, Spartacus, Voltaire, Rousseau, Hugo, Zola, Tolstoi, Reclus, Bakounine, etc. etc. ...
E os operários que têm trabalhado na obra da Justiça e do Bem, foram os párias da Índia, os escravos de Roma, os miseráveis do bairro de Santo António, os Gavroches, e os moujiks da Rússia nos tempos de hoje. Porque é que só a gente sincera, inculta e bárbara sabe realizar a obra que o génio anuncia? Que intimidade existirá entre Jesus e os rudes pescadores da Galileia? Entre S. Paulo e os escravos de Roma? Entre Danton e os famintos do bairro de Santo António? Entre os párias e Buda? Entre Tolstoi e os selvagens moujiks? A enxada será irmã da pena? A fome de pão parecer-se-á com a fome de luz?... »

Teixeira de Pascoaes, in "A Saudade e o Saudosismo"

(roubado ao Paulo Santos no facebook)

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