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TU-BARÃO

Órgão de opinião própria sem periodicidade e com muita vontade de emitir opiniões sobre o nosso quotidiano

TU-BARÃO

Órgão de opinião própria sem periodicidade e com muita vontade de emitir opiniões sobre o nosso quotidiano

05.01.12

Amigo


António Tavares você até pode ter razão, porque o mesmo assunto tem diversos pontos de vista, mas já agora ( e quem tocou no assunto foi o meu amigo) permita-me que lhe coloque também a seguinte questão antes de lhe responder: acha bem que o voltas seja pago pela autarquia para levar pessoas a uma grande superfície? Acha bem a loja do Cidadão ser num Centro Comercial (já não falo da renda)? porque razão não se alugou um espaço no centro de Odivelas ?

Relativamente ao JM pede-se que o senhor seja "solidário e patriótico" mas nunca ouvi pedir o mesmo relativamente ao banco do Estado, Caixa Geral de Depósitos, pois uma coisa é uma empresa de capitais "particulares" tomar essa decisão outra é as empresas com controle estatal, não é verdade ?

Por fim meu caro António estou de acordo consigo quanto à ética, mas por ela não existir é que a justiça devia "participar" activamente na denuncia de falta de ética e de princípios e valores que defendo e sempre defenderei.

E, apesar de termos leituras diferentes de alguns aspectos da sociedade actual temos em comum a denuncia da falta de princípios que ambos defendemos!

 

 

04.01.12

Jeronimo Martins


Bem longe chega-me o ruído do "Pingo Doce" e acho engraçado ninguém refere as empresas que anteriormente ja tinham feito o mesmo.

Também vão deixar de ir à Galp por gasolina ?

Também vão deixar de ir ao Continente?

Também vão deixar de usar cartões Optimos ?

E a Mota e Engil (do menino Coelho) ?

E a Caixa Geral de Depósitos e a PT ?

Por mim preocupa-me mais a corrupção , todos os casos que não foram ainda julgados e que quando o forem não terão efeitos práticos !

Preocupa-me que não haja JUSTIÇA em Portugal , isso sim devia preocupar-nos a todos, pois quem tem dinheiro nunca vai preso!

Mas eu tenho este defeito!

 

03.01.12

Só para matarem saudades.................


Mesmo de férias apetece-me realçar alguns factos:

 

  1. A Opus Dei não existe ?
  2. Será que este ano a Dra Assunção Esteves também vai permitir que na nossa AR, os senhores deputados pagos pelo erário publico, tenham tolerâncias de ponto que os outros portugueses não têm ?
  3. Jerónimo Martins foi o primeiro portugês a seguir o conselho do Dr Pedro Passos Coelho e emigrou ?
03.01.12

Nós somos assim !


O ser humano, embora capaz das maiores atrocidades, é antes de mais capaz de se superar

naquilo que tem de bom.

 

Um dos aspectos positivos dos momentos mais difíceis é realçar, justamente, aquilo que somos

genuinamente.

 

Aconteceu com adeptos do Benfica, mas a honestidade não tem cor. Nem de pele, nem de clube.

É assim que mostramos a génese dos portugueses, sim, os mesmos que descobriram meio mundo

em casquinhas de noz. Quando queremos ser bons, ninguém nos ganha, porque a matéria de que somos feitos é de primeira água.

 

Venha de lá um 2012, que todos aventuram negro, que nós logo vemos a volta que lhe damos. Na facilidade, todos são bons, é nas dificuldades que apuramos a força das nossas capacidades.

 

Tudo de bom para o ano de 2012!

 

 

01.01.12

Oliveira Dias


TU-BARÃO

Pede-me, não só a mim, mas a outros colegas, o Barão das Neves, que escreva um texto para o seu blogue pessoal, visto que está a passar uma data aniversaria.

Habitualmente, não tenho grandes hesitações em elaborar um artigo, seja ele temático seja de carácter genérico. Mas desta vez, confesso, não me surgem ideias.

Eu explico.

Com algumas centenas de artigos publicados, em vários órgãos de comunicação, nacional e internacional, abarcando variadíssimas temáticas, ao longo dos últimos 20 anos, tenho sempre uma mensagem concreta com os meus escritos.

Isto porque é minha convicção que a escrita e a pena de quem escreve é uma arma muito eficaz.

Os temas, hoje, são muitos e a dinâmica de certos temas são muito grandes, em especial os temas políticos.

O problema é que, ao contrário do passado, a temática politica é cada vez menos interessante, pois a bitola por que se guiam os actuais actores do xadrez politico é absolutamente medíocre.

A minha paciência para ouvir, por exemplo, o actual Primeiro-ministro, ou o seu Ministro das Finanças é muito próximo do zero absoluto. Tudo me soa a amadorismo, tudo é muito rebuscado, tudo é muito jotamente,

Os noticiários, que eu sorvia avidamente, são hoje verdadeiros exercícios depressivos, cuja finalidade não se sabe bem se é informar ou assustar aqueles que se defrontam com todo o tipo de dificuldades, vindo á cabeça o direito á alimentação.

A Descrença que se abate sobre o povo, o País, é confrangedora. Já dizia Camões “o fraco Rei, faz fraca a sua gente”. Imaginem lá se Camões assistisse a este cenário, em que quem nos governa nos aconselha a emigrar, pois aqui não servimos para nada.

Se quem nos governa tem, publicamente, este desabafo de impotência, no caso quanto a uma classe, os professores, como é que o povo vai buscar energias para ultrapassar uma crise que nos é imposta, por uma coisa, a que vulgarmente se teima em chamar Troika, mesmo sabendo que essa coisa nem sequer existe no nosso léxico ?

Como compreender este sistema Republimonarquico, onde certos políticos, com passagens pela missão pública, arrecadam mordomias vitalícias, e ainda conseguem que os seus, consaguíneos, se acomodem numa das 230 cadeiras do palácio de S.Bento, ou numa qualquer cadeira principesca de um qualquer instituto ou empresa pública ?

Como entender que certas classes profissionais tenham cidadãos com reformas absolutamente obscenas. Alguém me consegue explicar como é que (por pudor não sou mais concreto) um reformado do sector público tem uma reforma de 5.000 ou mais euros ? Se a reforma é em função dos descontos e anos de trabalho, este reformado de cinco mil euros (mil contos na saudosa moeda antiga) quanto ganhava para fazer descontos a justificar a sua milionária reforma ? Só se trabalhava 36 horas por dia ?

Com tanta gente a dar  máximo, como voluntários – bombeiros amadores, eleitos locais, comissões de protecção de menores (sim porque quem está nestas comissões, não recebem mais por isso e ainda têm de dar conta dos seus afazeres profissionais de que não estão dispensados), protecção civil, membros das mesas de voto, já para não falar dos voluntários de acções humanitárias e diversas ONG’s, chocam os ordenados milionários de certos senhores cuja aptidão é estar no sitio certo na hora certa bajulando quem assina as nomeações.

Vivemos, e não é de hoje, um tempo em que a mediocracia está com o pano todo, como se diz na navegação.

Aos melhores resta-lhes uma de duas opções (vou ignorar intencionalmente a terceira – emigração) ou baixa o patamar de exigência e nivela por baixo, a fim de ficar igual aos medíocres, afinal a maioria, e a democracia, recordêmo-lo, é o governo das minorias pelas maiorias, ou afirma-se, sem medos pela sua qualidade exibindo-a, para pânico da maioria, mas consciente que nunca chegará lá.

Uma Nação afirma-se na dinâmica histórica, através do povo, naturalmente, sobre duas premissas basilares: pelo plano material, e pelo plano espiritual.

Um símbolo, talvez não muito conhecido, é o Tau que se representa como um T. O Tau tem dois traços: um horizontal, que na linguagem esotérica, simboliza o plano material, e o vertical, que na mesma linguagem simboliza o plano espiritual.

Assim o Tau em forma de T tem o significado da supremacia do plano material sobre o espiritual. É o que se vive actualmente.

A inversa, ou seja, o T de pernas para o ar, tem o significado de que o plano espiritual venceu o plano material.

Os dois sobrepostos, fazem uma cruz.

Portugal, sabemo-lo, porque D. Dinis, Camões, António Vieira, Bandarra e Fernando Pessoa, no-lo disseram, nos seus legados, não é um País qualquer: é um País iniciático, onde a força dos seus arquétipos, mais do que uma vez suplantou o plano material.

Irá fazê-lo mais uma vez. Contra tudo e contra todos. E é isso que ainda me anima.

Viva Portugal

Oliveira Dias

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