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Segunda-feira, 11 de Julho de 2016

Vamos lá por partes

1 Hillary Clinton será a candidata democrata às eleições dos EUA, que se realizam em Novembro.

Terá pela frente uma tarefa enorme se for eleita e eu acredito que o será.

Primeiro substituir um dos grandes presidentes americanos dos últimos anos, Barack Obama. Segundo, fazendo história, ao ser a primeira mulher a ser eleita Presidente dos EUA.

Esta Senhora, que subiu a vida a pulso, primeiro resistindo ao escândalo que envolveu o seu marido, quando este era Presidente dos EUA, depois quando há oito anos atrás perdeu para Obama a nomeação pelo partido democrata.

Não teve, na altura, problemas em tornar-se sua secretária de estado.

A sua última afirmação: “Estamos a caminho de quebrar o mais alto e forte tecto de vidro” é extraordinária se pensarmos que as mulheres adquiriram o direito de voto mais tarde que os homens e que a nossa sociedade ainda tem camafeus como Donald Trump.

2 Os regimes ditatoriais sejam eles de direita ou de esquerda são tiranos, inconcebíveis e completamente inaceitáveis. Em pleno século XXI continuam a existir ditaduras no Médio Oriente, América Latina, África e………………Europa.

A Bielorrússia, cujo seu líder é Alexander Lukashenko, vive ainda em regime ditatorial.

Tendo começado por ser eleito democraticamente rapidamente se transformou num monstro, tendo de imediato decretado uma série de mudanças que lhe tem permitido governar por decreto.

Admirador confesso de Hitler, autopromoveu-se a marechal, e, numa atitude característica dos ditadores, já começou a preparar o seu filho mais velho para lhe suceder.

Nunca é de mais recordar, e condenar, regimes como a Coreia do Norte (ou se abatem pessoas por verem filmes clandestinos da Coreia do Sul), Chade, Arabia Saudita, Irão, Cuba, etc etc

3 Portugal, Portugal, Portugal

Somos campeões europeus de Futebol.

A alegria pela prestação da nossa selecção invadiu a vida dos portugueses. Conforme escrevi, no final do jogo com o País de Gales, os portugueses merecem toda esta festa e muito mais.

Só o futebol nos tem dado nos últimos anos esta “união”, este querer, esta força.

Contra tudo e contra todos vencemos ontem a França no seu próprio “coração”. Deram-nos como mortos, mas fomos até ao fim e mostrámos a nossa raça.

Viva PORTUGAL!!!!!!!!!!

(intervenção na Rádio Cruzeiro hoje)

publicado por Tubarão às 22:30

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Segunda-feira, 20 de Junho de 2016

Caixa de Pandora

Esta semana o tema obrigatório, a nível nacional, é a Caixa Geral de Depósitos.

Desde 2000 com António de Sousa, passando por Vitor Martins, Santos Ferreira, Faria de Oliveira e José de Matos que tem sido um regabofe. Milhões para Berardo, milhões para a Ongoing, entre outros, mostra a loucura que se praticou naquela casa.

2,3 mil milhões de empréstimos em risco de não serem pagos.

Já tinha meio artigo escrito quando li o artigo do Pedro Santos Guerreiro no Expresso.

Bem escrito.

Está lá tudo e por esse motivo pela segunda vez, enquanto colaborador da Rádio Cruzeiro, vou fazer copy/paste com a devida vénia ao Expresso e ao seu director.

“ Vamos comprar a Caixa

Os 4 mil milhões de euros que vamos injectar na Caixa bastariam para comprar o BCP, o BPI e ainda dava para os CTT. É esta a enormidade em causa.

A comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos será uma granada politica mas só terá interesse se for também um tiro de carabina criminal.

O cálculo politico e financeiro recomenda que ela não exista. Mas há outro calculo que a exige: 4 mil milhões de euros. O aumento de capital. É mais de três vezes o que vale o BCP em bolsa. Tanto dinheiro…… Já sabemos para quê, não queremos mesmo saber o porquê?

O futuro um dia será passado e é preciso desenterrar um para não enterrar o outro. Não é para exumar cadáveres, é para manter os sobrevivos. Não é para crucificar, é para deixar santificar. Porque na Caixa houve muito má gestão, repartida entre pessoal do PS e do PSD. E porque pode ter havido gestão danosa. À vista desarmada houve duas grandes coisas. E em tempo real: grande parte das asneiras foi sendo noticiada e criticada enquanto acontecia. Debalde.

Além de analisar o passado e culpar quem passou, é preciso olhar para o futuro e responsabilizar quem o fará. Quem pode garantir que o que sucedeu não sucederá? Costa, Centeno e Domingues.

No dia em que a anterior administração da Caixa foi nomeada escrevi um texto a desfazê-la, por em vez de ser uma escolha de 11 administradores serem 11 escolhas de um, numa amálgama de interesses sem interesse para a Caixa. Desta vez é melhor. Costa escolheu um presidente independente que escolherá uma equipa independente. Só quem não tem dependência pode dizer a coisa mais simples do mundo: não. Não aos favores, não aos amigos, não a financiar a patranha dos centros de decisão nacional.

Além do não é preciso dizer sim. Sim à boa gestão, sim aos bons créditos, sim à restruturação, sim à força comercial, sim aos lucros, que permitirão pagar dividendos.

Se António Costa não pululou a Comissão Executiva de socialistas, está não só a delegar poder mas também a delegar responsabilidade. Domingues será o responsável. E se tiver o cheque tão gordo que lhe dá para cortar duas mil pessoas, participações no exterior, devolver empréstimos do tempo da troika e cobrir riscos de crédito, então terá tudo o que quer. Teremos de exigir-lhe o que queremos nós. Futuro sem passado. Porque a caixa gere quase um terço da poupança dos portugueses. E porque, na verdade, a responsabilidade do capital não é dos accionistas, é da gestão. Estamos de olho em si dr. Domingues. O seu dinheiro é o nosso. Tenha um bom dia.”

 

Cronicas.cruzeiro@gmail.com

publicado por Tubarão às 22:31

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Terça-feira, 12 de Abril de 2016

O alfaiate do Panamá

Uma investigação internacional de diversos anos, e tendo centenas de jornalistas a acompanhá-la, dê-nos a conhecer mais um mar de actividades dos que não querem pagar impostos como o cidadão o deve fazer.

Quem quer pagar impostos ou melhor, quem não quer fugir aos mesmos, não usa paraísos fiscais.

Estes servem para que? Para fugir a impostos e para guardar dinheiro obtido de forma duvidosa. Mais, permitem a ocultação dos terroristas da cidadania

Quando alguém coloca dinheiro numa offshore está a faze-lo por motivos fraudulentos na esmagadora maioria dos casos. Senão vejamos, o que este processo em termos nacionais já trouxe ao nosso conhecimento: um banco utilizava este “esquema” há mais de 20 anos. O seu nome? BES.

O banco tinha mais de 300 offshores, uma rede gigantesca que iam da Suíça ao Luxemburgo e nos levavam até inclusivamente à Líbia durante o consulado de Kadhafi.

Quando falamos em escândalos lá nos aparece sempre o mesmo nome……….já nem admirados ficados quanto mais estupefactos.

 

A grande maioria quis ocultar património, quis não pagar impostos, quis essencialmente esconder….. esconder……… esconder. Todos nós sabemos que ter uma offshore não é crime, antes pelo contrário é permitido por lei, o que não é permitido e é crime é ocultar a existência da mesma e não pagar os impostos respectivos relativamente ao seu próprio país.

O problema não esta no modelo mas sim naquilo que as pessoas fazem com o mesmo a questão é moral, de valores de princípios.

Estamos perante um “doença mundial”, um vírus que vai da Rússia à Islândia passando Grã-Bretanha. Eles são políticos, artistas de cinema, etc etc

Esta investigação vai criar uma pressão sobre a sociedade em geral, mas mais particularmente sobre a classe politica. Esta, tem de saber legislar para que seja possível esta criminalidade ser investigada pelas polícias de cada Estado e não estarmos dependentes do jornalismo de investigação.

Longe vão os tempos em que a política mandava na economia, o mundo actual é comandado por números e principalmente por números com muitos zeros à direita. Depois dos “ Panamá Papers” nada ficará na mesma, pelo menos enquanto o assunto estiver na ordem do dia, os aldrabões ficarão mais refinados e os estados terão tendência para demonstrar o ético.

Obama criticou as empresas americanas que gostavam dos benefícios nacionais mas pagavam impostos noutros países (onde é que já vi isto ????????).

A Europa continua fazer de conta que não vê permitindo diferentes regimes fiscais na sua área geográfica como por exemplo a Holanda, refugiu de diversas empresas portuguesas.

Nos por cá cantamos, ouvimos e lemos !

publicado por Tubarão às 19:40

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Quarta-feira, 6 de Abril de 2016

Guerra e Paz

Estamos em guerra.

A Europa e a civilização ocidental.

Os atentados do dia 22 de Março em Bruxelas, depois dos de Paris, demonstram que declaram-nos guerra.

Quem mata indiscriminadamente é porque declarou guerra, a quem sofre na pele estes mesmos ataques traiçoeiros.

Depois de terem já atacado algumas capitais europeias, os terroristas do estado Islâmico fizeram explodir diversas bombas na Bélgica, mais concretamente duas no aeroporto e uma no metro de Bruxelas.

Mortos e centenas de feridos foi o resultado de mais uma acção destes loucos, que não pode ser esquecida e muito menos perdoada.

A Europa, e não me refiro só à União Europeia, juntamente com os Estados Unidos devem desde já declarar guerra a este movimento.

Mudemos a agulha.

Em Angola um conjunto de cidadãos angolanos que estavam a ser julgados “por ameaças” ao estado angolano acabaram condenados a penas de prisão que vão de dois a oito anos.

Não me vou alongar muito com o facto de não ser possível ter opinião contrária naquele país, pois já o fiz diversas vezes, mas sim com dois factos que me parecem anormais.

Primeiro como é possível em 2016 condenar-se alguém pelo simples facto de ler um livro?

Foi com base nesta realidade que a acusação e o tribunal se fundamentaram e que levou às penas de prisão. Mais, como é possível aparecer nas alegações finais acusações que não foram levantadas durante o julgamento? Estamos perante uma situação de completa falta de democraticidade e de liberdade de expressão.

Segundo, e mais grave já que diz respeito ao nosso jardim, como foi possível na Assembleia da Republica o PCP, CDS e PSD não condenarem estas faltas de democraticidade?

Tenho muita dificuldade em entender seja à esquerda seja à direita estes posicionamentos. Haverá com certeza alguma razão que a razão desconhece.

Depois de falarmos de guerra falemos agora de paz.

Na passada semana tivemos a notícia de um avião desviado para Chipre por um egípcio. Primeira leitura: mais um terrorista em acção. Verdadeira razão: Um homem que tentava entregar uma carta à ex-companheira. Uma carta de amor.

O mundo pode estar em guerra mas ainda existem pessoas que fazem da vida um valor inatacável.

publicado por Tubarão às 08:17

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Quinta-feira, 31 de Março de 2016

Artigo publicado em que jornal ???????

Tribunal angolano dita sentença
 

O Tribunal Provincial de Luanda condenou os 17 cidadãos angolanos, que estão a ser julgados desde Novembro passado, a penas que vão dos dois a oito anos e seis meses de prisão, pelos crimes, entre outros, de actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores. A defesa e o Ministério Público anunciaram que iriam apresentar recurso para o Tribunal Supremo de Angola.

Face à instrumentalização deste processo em Portugal, o PCP, reafirmando a defesa do direito de opinião e manifestação e dos direitos políticos, económicos e sociais em geral, tem sublinhado a importância do respeito pela soberania da República de Angola, do direito do seu povo a decidir – livre de pressões e ingerências externas – o seu presente e futuro, incluindo da escolha do caminho para a superação dos reais problemas de Angola e a realização dos seus legítimos anseios.

Reiterando a defesa dos direitos e garantias dos cidadãos angolanos – e não se pronunciando sobre as motivações dos cidadãos angolanos envolvidos neste processo, nem sobre a forma como as autoridades angolanas intervieram no decurso deste –, o PCP tem igualmente reiterado que cabe às autoridades judiciais angolanas o tratamento deste ou de outros processos que recaiam no seu âmbito, no quadro do normal funcionamento das suas instituições e de acordo com a sua ordem jurídico-constitucional.

Neste sentido, e não esquecendo a longa guerra de subversão e agressão externa que foi imposta ao povo angolano e que tantos sofrimentos e destruição causou, o PCP tem sublinhado que não acompanha campanhas que, procurando envolver cidadãos angolanos em nome de uma legítima intervenção cívica e política, visam efectivamente pôr em causa o normal funcionamento das instituições angolanas e desestabilizar de novo a República de Angola, com a invocação de argumentos e pretextos já utilizados para justificar a ingerência externa exercida sobre outros países, nomeadamente no continente africano.

publicado por Tubarão às 19:00

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Segunda-feira, 7 de Março de 2016

Geringonça

A vergonha já não existe. A ética está às portas da morte.

Maria Luis Albuquerque uns meses depois de sair do governo resolveu dedicar-se de alma e coração (e mais qualquer coisita ….na ordem dos 100 mil euros, anuais mais prémios) a uma actividade nova.

Ainda na gestão a cargo do governo de Pedro Passos Coelho o Banif era do estado a sua representação competia à ex-ministra das Finanças que decidido vender os activos tóxicos do banco a empresas como a que agora acaba de a contratar: a Arrow.

Esta empresa adquiriu em 2015 a WhiteStar e a Gesphone passando a liderar o sector que representa em Portugal.  

É ilegal? Claro que não o é mas é no mínimo muito imoral.

Não é a primeira? Claro que não é mas de maus exemplos está o universo politico inundado.

Mais grave ainda, na minha modesta opinião, é o ex-primeiro ministro Pedro Passos Coelho vir defender “a sua dama” afirmando trata-se de chicana política.

Existem ocasiões em que o ficar caladinho é o melhor que se deve fazer, ainda para mais quando o Estado português acaba de perder uma acção para o Santander com custos para todos nós na ordem dos 1,8 mil milhões de euros por uma acção colocada pelo seu governo.

Depois de Ferreira do Amaral, Jorge Coelho, Manuela Ferreira Leite, Carlos César, Miguel Relvas entre muitos outros ex-governantes, voltamos a ver na praça pública a questão dos valores morais e éticos.

Lá vem outra vez a questão das liberdades e garantias, a tal comissão que existe na Assembleia da Republica, mas que só defende os interesses dos deputados, em vez de defender os interesses superiores do Estado.

Quem tem feito tudo para que o povo afirme sistematicamente que a classe politica “quer é tacho” é a própria classe política.

(Intervenção de hoje na Radio Cruzeiro)

publicado por Tubarão às 22:45

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Terça-feira, 1 de Março de 2016

As partes de um todo!

1 - O último outdoor do BE veio lançar a polémica, que já estava esquecida, sobre a adopção de crianças por casais do mesmo sexo.

Para alem de nada justificar o dito cartaz pergunto por que razão o Bloco não faz o mesmo com o profeta islâmico?

Os estados islâmicos não permitem a homossexualidade ao contrário das sociedades ocidentais mas contra esses o Bloco faz um cartaz é o “tanas”………………

A adoção de crianças por casais do mesmo sexo foi aliás a principal preocupação de um Estado que, infelizmente como vimos recentemente, não consegue garantir a segurança, dessas mesmas crianças quando identificadas em famílias de risco………………

Mesmo até as crianças que vivem num ambiente considerado normal estão sempre “sujeitas” aquilo que os pais consideram a normalidade. Como entender, por exemplo, que um casal deixe uma criança a dormir e vá para o casino?

Neste “novo mundo”, as crianças são os novos mártires. Ainda recentemente o Egipto condenou a prisão perpétua uma criança de 3 anos pelos alegados crimes de homicídio, destruição de propriedade e incitamento a motins e manifestações — num caso que remonta a 3 de Janeiro de 2014, quando a criança em questão tinha apenas um ano e meio de idade.

Como é possível tamanho aberração? Como é possível tamanho crime?

2 - Sou dos que tem escrito que o 25 de Abril tarda a chegar à justiça. Esta semana assistimos à detenção de um procurador acusado de corrupção o que indica que afinal, passados todos estes anos, o corporativismo está a terminar e novos ventos sopram.

Logo de seguida, sabemos que uma juíza pediu escusa de um julgamento mediático pelo facto de uma senhora se ter sentido mal tratada pela dita juíza. Pois é quem tem acesso a revistas e jornais ou melhor, quem domina os média pode arranjar forma de mudar o rumo de um julgamento mas quem não “tem esse poder” tem de comer e calar…………….

3 - Segundo leio, mas já sabia, o PCP passa a vida nos ministérios a discutir a política no dia-a-dia. Uma vez que o orçamento está aprovado espero que as mesmas forças políticas que o aprovaram se virem para o país real. Talvez possam seguir o exemplo do novo ministro da Saúde. Um homem já com trabalho realizado e que não vê a saúde através das contas do excel.

4 - Ouvi dizer, numa crónica de rádio, que os delegados presentes no Congresso da CGTP não são eleitos mas sim designados pelas direcções dos respectivos sindicatos. Não acredito, mas a ser verdade estamos perante um caso de défice democrático!

publicado por Tubarão às 19:52

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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2016

Por favor mate-me!

A discussão sobre eutanásia está lançada na opinião pública com a publicação do manifesto “Direito a morrer com dignidade”. Cá por mim gostaria de começar com um manifesto diferente: direito a viver com dignidade…. mas, pelos vistos estão mais preocupados com a vida dos animais do que com a vida dos seres humanos. Nos próximos tempos vamos assistir à discussão, académica, se devemos ter direito à morte assistida ou à eutanásia, contra aqueles que acham que a vida é um factor que nunca se deve colocar em causa seja porque razão for. A lei portuguesa proíbe ajudar alguém a morrer seja de que forma for. É crime. A única forma de decidirmos a nossa morte é o chamado testamento vital. Terá de ficar escrito e validado notarialmente os cuidados de saúde que se pretendemos receber no final da vida Se me perguntarem se sou a favor da eutanásia, ou da morte assistida, digo desde já que “nim” ! Acho que ninguém deve sofrer nos seus últimos dias de vida e que consistentemente todos devemos permitir que tal não aconteça. Acontece que tomar uma decisão destas não é fácil principalmente quando são entes queridos nossos que estão em causa. Seria fácil, para mim, tomar uma decisão destas relativamente a uma filha minha? Espero sinceramente nunca passar por uma situação destas pois estou convencido que me faltaria a coragem. Voltemos atrás, devemos estar preocupados em dignificar a vida. Quantos portugueses têm hoje acesso a cuidados paliativos? Segundo os últimos estudos cerca de 30%. Julgo que aqui sim haverá muitos manifestos por criar a fim de pressionar o poder politico para uma inversão da situação actual. Portugal deu desde o 25 de Abril, na área da saúde, um salto qualitativo de monta o que levou a que a esperança de vida aumentasse cerca de 7 anos. Nos próximos meses teremos, todos, de debater este assunto e espero sinceramente ver a sociedade empenhada em faze-lo. Conforme li, um destes dias, podemos começar pela constituição onde o direito à vida é um bem inviolável. Julgo que este tema não pode ser “tratado” em função da nossa simpatia politica mas sim numa perspectiva humanista, pelo que não quero contribuir para a morte forçada de ninguém nem quero ver ninguém a sofrer durante dias e dias antes de sofrer. Percebem agora o meu “nim”?

publicado por Tubarão às 22:42

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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2016

As Injustiças da nossa Justiça!

Hoje vou recorrer ao “plágio” .

Antes que venham para a praça publica dizer que eu copiei eu afirmo já que copiei……..

Copiei porque acho o artigo em causa, como a causa do artigo, do pior (ou do melhor já não sei…..) daquilo ao que o nosso Portugal chegou em termos da dita que é cega: a justiça.

José Eduardo Martins é o causador desta minha “primeira vez” !

 

Kafka e eu

Ao fim de mais de 20 anos enquanto advogado comprovo que não é só a Justiça que é cega, mas sobretudo a sua mecânica, que além de cega é burra, ofensiva mesmo.

Quinta-feira, sete e meia da manhã de um dia normal, toca a campainha. Estranho.

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É a polícia, diz a minha mulher assarapantada. Vou à porta e sem me explicarem porquê dois agentes, desfardados, com cara de poucos amigos e muita experiência, comunicam-me que estou detido. A minha mulher leva os miúdos para longe da nossa curiosidade e eu tento perceber o que está a acontecer. Não é meu direito. A única referência é que " isto vem de Grândola" … Por fim alguma luz. Tinha na véspera recebido a condenação em 204 euros de multa por não ter comparecido a uma diligência em Lisboa relativa a um assunto de Grândola. Já explico.

Lá vou eu. E foi uma manhã diferente, em alguns momentos até catita. Expliquei aos senhores agentes o que não sabiam. Estavam a deter a vítima de um assalto a uma casa lá para os lados de Grândola, que apresentou queixa. Acharam normal… "O senhor é testemunha, há um artigo para isso." Eu que de artigos ainda conheço uns quantos e até faço disso profissão, desse não me lembrei e fiquei-me. Lá fomos para a "superesquadra".

Lemos os jornais, conversámos sobre o Marcelo e as candidatas do Bloco. Levaram-me ao café. Não podia ir sozinho porque estava detido. Quando perguntei porque não íamos andando, explicaram que quando chegasse ao Tribunal me iam prender, literalmente, e ali podíamos estar mais à vontade. Pareceu-me bem. Passado um bocado lá me conduziram ao Tribunal, esclarecendo-me ainda que após a diligência teria de regressar pelos meus próprios meios. O seguro, explicaram-me.

No Tribunal, outros agentes, o mesmo traquejo a lidar com criminosos… Lá me encarceraram numa cela que, a rir, disseram já ter albergado um ex-primeiro-ministro. Pedi outra. Já não tinha direito a pedidos. Meia hora a olhar para as grades (nota: nunca ser preso sem levar um livro, pois não ficamos com telemóvel ou tablet) e lá vamos à diligência, o "my day in Court". Se me privaram da liberdade, vou certamente poder perguntar ao juiz ou ao magistrado do MP as razões de tão gravosa medida. Enganem-se.

Não havia magistrados, mas apenas uma engraçada e populista oficial de Justiça. Sentei-me. Olhou para o processo e disse: "Bom, é para lhe perguntar se confirma as declarações que fez. E, eventualmente, se quer acrescentar mais alguma coisa. "Desculpe!? Sim, é isso mesmo, prenderam-me às 7h30 da manhã em frente aos meus filhos para que eu confirmasse o meu depoimento enquanto vítima de um assalto a minha casa. Não poderia isto ter sido feito por escrito, sobretudo com menor dispêndio de recursos e, já agora, de privação de liberdade?

 

Digo que não altero nada, já a perder o humor. Ela sente-o e quando lhe pergunto qual foi a utilidade daquela diligência, decide avançar para a justificação: "Sabe, às vezes as pessoas imaginam que a Justiça não funciona. E, no entanto, este caso já ocupou a GNR de Grândola, o Tribunal de Grândola, o de Lisboa e os meus colegas que o foram buscar. "Tentei resumir: "Ao fim do quarto assalto à mesma casa, o único detido é o proprietário denunciante e a senhora acha que isso é a Justiça a funcionar?"

"Porque não justificou a falta?" Pergunta ela, devolvendo a culpa. Explico que só faço queixa pelo seguro e que não estou à espera que o criminoso apareça. Saber de experiência feito… Mas acabar detido para uma diligência inútil, enfim pareceu-me um tudo ou nada excessivo. Agora que me começa a passar mesmo a boa disposição procurei saber junto da magistrada que requereu a minha detenção se tinha lido o processo, tive por resposta a óbvia: que lhe bastou ler o código. O tal artigo. O 116 n.º 2 do Código de Processo Penal. Não valeu a pena falar de princípios constitucionais, de adequação ou proporcionalidade. Para isso era preciso que a senhora tivesse lido o processo propriamente dito. Ao fim de mais de 20 anos enquanto advogado comprovo que não é só a Justiça que é cega, mas sobretudo a sua mecânica, que além de cega é burra, ofensiva mesmo .Pela minha parte, lição aprendida: não me queixo mais.

José Eduardo Martins

 Advogado

publicado por Tubarão às 22:40

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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2016

De Joelhos

A recente visita do presidente do Irão à Europa veio trazer novamente à baila a questão dos valores ocidentais.

O primeiro-ministro italiano resolveu colocar biombos em volta das estátuas que representam figuras nuas, durante a visita do líder iraniano. Mais: contrariamente ao habitual nas cerimónias de boas vindas não foi servido vinho.

Quando visitamos países com valores diferentes do nosso temos o dever e a obrigação de respeitar o que esses mesmos países entendem como correcto. Já me descalcei para entrar em templos, já vi mulheres terem de cobrir os ombros e a cabeça para entrarem nesses mesmos templos.

Esta estupidez completamente tacanha de tapar estatuetas não é mais do que um ajoelhar do ocidente perante um representante de outras culturas.

Respeito essas mesmas culturas, mas não havendo um esforço reciproco não me parece que seja um acto de boa educação o que acabámos de assistir, mas sim um gesto de capitulação da cultura ocidental.

 

Para além da censura dos nus, houve bastante precauções para que o presidente iraniano não fosse fotografado junto à enorme estátua de Marco Aurélio (imperador romano) por causa do realismo dos órgãos genitais do cavalo em que o mesmo se apresenta……………

Mais grave ainda é quando todos os comentadores “colam” estas atitudes com o facto de o Irão ter vindo à Europa com a carteira cheia, ou seja, o dinheiro do Irão fez cair os valores ocidentais em Itália.

Só em Itália o Presidente do Irão assinou contractos no valor no valor de 17 mil milhões de euros, o que é significativo……………….

Esta foi a primeira visita de um Presidente do Irão à Europa, nos últimos 16 anos, e só foi possível depois do levantamento do embargo aquele país que aceitou assinar um acordo para colocar fim ao seu programa nuclear.

Avisado pela polémica o Presidente Francês, François Hollande, anulou o almoço previsto com o presidente iraniano.

“Não bebem vinho? Então não temos almoço “ – foi a resposta do Eliseu.

publicado por Tubarão às 22:33

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