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Segunda-feira, 7 de Março de 2016

Geringonça

A vergonha já não existe. A ética está às portas da morte.

Maria Luis Albuquerque uns meses depois de sair do governo resolveu dedicar-se de alma e coração (e mais qualquer coisita ….na ordem dos 100 mil euros, anuais mais prémios) a uma actividade nova.

Ainda na gestão a cargo do governo de Pedro Passos Coelho o Banif era do estado a sua representação competia à ex-ministra das Finanças que decidido vender os activos tóxicos do banco a empresas como a que agora acaba de a contratar: a Arrow.

Esta empresa adquiriu em 2015 a WhiteStar e a Gesphone passando a liderar o sector que representa em Portugal.  

É ilegal? Claro que não o é mas é no mínimo muito imoral.

Não é a primeira? Claro que não é mas de maus exemplos está o universo politico inundado.

Mais grave ainda, na minha modesta opinião, é o ex-primeiro ministro Pedro Passos Coelho vir defender “a sua dama” afirmando trata-se de chicana política.

Existem ocasiões em que o ficar caladinho é o melhor que se deve fazer, ainda para mais quando o Estado português acaba de perder uma acção para o Santander com custos para todos nós na ordem dos 1,8 mil milhões de euros por uma acção colocada pelo seu governo.

Depois de Ferreira do Amaral, Jorge Coelho, Manuela Ferreira Leite, Carlos César, Miguel Relvas entre muitos outros ex-governantes, voltamos a ver na praça pública a questão dos valores morais e éticos.

Lá vem outra vez a questão das liberdades e garantias, a tal comissão que existe na Assembleia da Republica, mas que só defende os interesses dos deputados, em vez de defender os interesses superiores do Estado.

Quem tem feito tudo para que o povo afirme sistematicamente que a classe politica “quer é tacho” é a própria classe política.

(Intervenção de hoje na Radio Cruzeiro)

publicado por Tubarão às 22:45

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Terça-feira, 1 de Março de 2016

As partes de um todo!

1 - O último outdoor do BE veio lançar a polémica, que já estava esquecida, sobre a adopção de crianças por casais do mesmo sexo.

Para alem de nada justificar o dito cartaz pergunto por que razão o Bloco não faz o mesmo com o profeta islâmico?

Os estados islâmicos não permitem a homossexualidade ao contrário das sociedades ocidentais mas contra esses o Bloco faz um cartaz é o “tanas”………………

A adoção de crianças por casais do mesmo sexo foi aliás a principal preocupação de um Estado que, infelizmente como vimos recentemente, não consegue garantir a segurança, dessas mesmas crianças quando identificadas em famílias de risco………………

Mesmo até as crianças que vivem num ambiente considerado normal estão sempre “sujeitas” aquilo que os pais consideram a normalidade. Como entender, por exemplo, que um casal deixe uma criança a dormir e vá para o casino?

Neste “novo mundo”, as crianças são os novos mártires. Ainda recentemente o Egipto condenou a prisão perpétua uma criança de 3 anos pelos alegados crimes de homicídio, destruição de propriedade e incitamento a motins e manifestações — num caso que remonta a 3 de Janeiro de 2014, quando a criança em questão tinha apenas um ano e meio de idade.

Como é possível tamanho aberração? Como é possível tamanho crime?

2 - Sou dos que tem escrito que o 25 de Abril tarda a chegar à justiça. Esta semana assistimos à detenção de um procurador acusado de corrupção o que indica que afinal, passados todos estes anos, o corporativismo está a terminar e novos ventos sopram.

Logo de seguida, sabemos que uma juíza pediu escusa de um julgamento mediático pelo facto de uma senhora se ter sentido mal tratada pela dita juíza. Pois é quem tem acesso a revistas e jornais ou melhor, quem domina os média pode arranjar forma de mudar o rumo de um julgamento mas quem não “tem esse poder” tem de comer e calar…………….

3 - Segundo leio, mas já sabia, o PCP passa a vida nos ministérios a discutir a política no dia-a-dia. Uma vez que o orçamento está aprovado espero que as mesmas forças políticas que o aprovaram se virem para o país real. Talvez possam seguir o exemplo do novo ministro da Saúde. Um homem já com trabalho realizado e que não vê a saúde através das contas do excel.

4 - Ouvi dizer, numa crónica de rádio, que os delegados presentes no Congresso da CGTP não são eleitos mas sim designados pelas direcções dos respectivos sindicatos. Não acredito, mas a ser verdade estamos perante um caso de défice democrático!

publicado por Tubarão às 19:52

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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2016

Por favor mate-me!

A discussão sobre eutanásia está lançada na opinião pública com a publicação do manifesto “Direito a morrer com dignidade”. Cá por mim gostaria de começar com um manifesto diferente: direito a viver com dignidade…. mas, pelos vistos estão mais preocupados com a vida dos animais do que com a vida dos seres humanos. Nos próximos tempos vamos assistir à discussão, académica, se devemos ter direito à morte assistida ou à eutanásia, contra aqueles que acham que a vida é um factor que nunca se deve colocar em causa seja porque razão for. A lei portuguesa proíbe ajudar alguém a morrer seja de que forma for. É crime. A única forma de decidirmos a nossa morte é o chamado testamento vital. Terá de ficar escrito e validado notarialmente os cuidados de saúde que se pretendemos receber no final da vida Se me perguntarem se sou a favor da eutanásia, ou da morte assistida, digo desde já que “nim” ! Acho que ninguém deve sofrer nos seus últimos dias de vida e que consistentemente todos devemos permitir que tal não aconteça. Acontece que tomar uma decisão destas não é fácil principalmente quando são entes queridos nossos que estão em causa. Seria fácil, para mim, tomar uma decisão destas relativamente a uma filha minha? Espero sinceramente nunca passar por uma situação destas pois estou convencido que me faltaria a coragem. Voltemos atrás, devemos estar preocupados em dignificar a vida. Quantos portugueses têm hoje acesso a cuidados paliativos? Segundo os últimos estudos cerca de 30%. Julgo que aqui sim haverá muitos manifestos por criar a fim de pressionar o poder politico para uma inversão da situação actual. Portugal deu desde o 25 de Abril, na área da saúde, um salto qualitativo de monta o que levou a que a esperança de vida aumentasse cerca de 7 anos. Nos próximos meses teremos, todos, de debater este assunto e espero sinceramente ver a sociedade empenhada em faze-lo. Conforme li, um destes dias, podemos começar pela constituição onde o direito à vida é um bem inviolável. Julgo que este tema não pode ser “tratado” em função da nossa simpatia politica mas sim numa perspectiva humanista, pelo que não quero contribuir para a morte forçada de ninguém nem quero ver ninguém a sofrer durante dias e dias antes de sofrer. Percebem agora o meu “nim”?

publicado por Tubarão às 22:42

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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2016

As Injustiças da nossa Justiça!

Hoje vou recorrer ao “plágio” .

Antes que venham para a praça publica dizer que eu copiei eu afirmo já que copiei……..

Copiei porque acho o artigo em causa, como a causa do artigo, do pior (ou do melhor já não sei…..) daquilo ao que o nosso Portugal chegou em termos da dita que é cega: a justiça.

José Eduardo Martins é o causador desta minha “primeira vez” !

 

Kafka e eu

Ao fim de mais de 20 anos enquanto advogado comprovo que não é só a Justiça que é cega, mas sobretudo a sua mecânica, que além de cega é burra, ofensiva mesmo.

Quinta-feira, sete e meia da manhã de um dia normal, toca a campainha. Estranho.

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É a polícia, diz a minha mulher assarapantada. Vou à porta e sem me explicarem porquê dois agentes, desfardados, com cara de poucos amigos e muita experiência, comunicam-me que estou detido. A minha mulher leva os miúdos para longe da nossa curiosidade e eu tento perceber o que está a acontecer. Não é meu direito. A única referência é que " isto vem de Grândola" … Por fim alguma luz. Tinha na véspera recebido a condenação em 204 euros de multa por não ter comparecido a uma diligência em Lisboa relativa a um assunto de Grândola. Já explico.

Lá vou eu. E foi uma manhã diferente, em alguns momentos até catita. Expliquei aos senhores agentes o que não sabiam. Estavam a deter a vítima de um assalto a uma casa lá para os lados de Grândola, que apresentou queixa. Acharam normal… "O senhor é testemunha, há um artigo para isso." Eu que de artigos ainda conheço uns quantos e até faço disso profissão, desse não me lembrei e fiquei-me. Lá fomos para a "superesquadra".

Lemos os jornais, conversámos sobre o Marcelo e as candidatas do Bloco. Levaram-me ao café. Não podia ir sozinho porque estava detido. Quando perguntei porque não íamos andando, explicaram que quando chegasse ao Tribunal me iam prender, literalmente, e ali podíamos estar mais à vontade. Pareceu-me bem. Passado um bocado lá me conduziram ao Tribunal, esclarecendo-me ainda que após a diligência teria de regressar pelos meus próprios meios. O seguro, explicaram-me.

No Tribunal, outros agentes, o mesmo traquejo a lidar com criminosos… Lá me encarceraram numa cela que, a rir, disseram já ter albergado um ex-primeiro-ministro. Pedi outra. Já não tinha direito a pedidos. Meia hora a olhar para as grades (nota: nunca ser preso sem levar um livro, pois não ficamos com telemóvel ou tablet) e lá vamos à diligência, o "my day in Court". Se me privaram da liberdade, vou certamente poder perguntar ao juiz ou ao magistrado do MP as razões de tão gravosa medida. Enganem-se.

Não havia magistrados, mas apenas uma engraçada e populista oficial de Justiça. Sentei-me. Olhou para o processo e disse: "Bom, é para lhe perguntar se confirma as declarações que fez. E, eventualmente, se quer acrescentar mais alguma coisa. "Desculpe!? Sim, é isso mesmo, prenderam-me às 7h30 da manhã em frente aos meus filhos para que eu confirmasse o meu depoimento enquanto vítima de um assalto a minha casa. Não poderia isto ter sido feito por escrito, sobretudo com menor dispêndio de recursos e, já agora, de privação de liberdade?

 

Digo que não altero nada, já a perder o humor. Ela sente-o e quando lhe pergunto qual foi a utilidade daquela diligência, decide avançar para a justificação: "Sabe, às vezes as pessoas imaginam que a Justiça não funciona. E, no entanto, este caso já ocupou a GNR de Grândola, o Tribunal de Grândola, o de Lisboa e os meus colegas que o foram buscar. "Tentei resumir: "Ao fim do quarto assalto à mesma casa, o único detido é o proprietário denunciante e a senhora acha que isso é a Justiça a funcionar?"

"Porque não justificou a falta?" Pergunta ela, devolvendo a culpa. Explico que só faço queixa pelo seguro e que não estou à espera que o criminoso apareça. Saber de experiência feito… Mas acabar detido para uma diligência inútil, enfim pareceu-me um tudo ou nada excessivo. Agora que me começa a passar mesmo a boa disposição procurei saber junto da magistrada que requereu a minha detenção se tinha lido o processo, tive por resposta a óbvia: que lhe bastou ler o código. O tal artigo. O 116 n.º 2 do Código de Processo Penal. Não valeu a pena falar de princípios constitucionais, de adequação ou proporcionalidade. Para isso era preciso que a senhora tivesse lido o processo propriamente dito. Ao fim de mais de 20 anos enquanto advogado comprovo que não é só a Justiça que é cega, mas sobretudo a sua mecânica, que além de cega é burra, ofensiva mesmo .Pela minha parte, lição aprendida: não me queixo mais.

José Eduardo Martins

 Advogado

publicado por Tubarão às 22:40

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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2016

De Joelhos

A recente visita do presidente do Irão à Europa veio trazer novamente à baila a questão dos valores ocidentais.

O primeiro-ministro italiano resolveu colocar biombos em volta das estátuas que representam figuras nuas, durante a visita do líder iraniano. Mais: contrariamente ao habitual nas cerimónias de boas vindas não foi servido vinho.

Quando visitamos países com valores diferentes do nosso temos o dever e a obrigação de respeitar o que esses mesmos países entendem como correcto. Já me descalcei para entrar em templos, já vi mulheres terem de cobrir os ombros e a cabeça para entrarem nesses mesmos templos.

Esta estupidez completamente tacanha de tapar estatuetas não é mais do que um ajoelhar do ocidente perante um representante de outras culturas.

Respeito essas mesmas culturas, mas não havendo um esforço reciproco não me parece que seja um acto de boa educação o que acabámos de assistir, mas sim um gesto de capitulação da cultura ocidental.

 

Para além da censura dos nus, houve bastante precauções para que o presidente iraniano não fosse fotografado junto à enorme estátua de Marco Aurélio (imperador romano) por causa do realismo dos órgãos genitais do cavalo em que o mesmo se apresenta……………

Mais grave ainda é quando todos os comentadores “colam” estas atitudes com o facto de o Irão ter vindo à Europa com a carteira cheia, ou seja, o dinheiro do Irão fez cair os valores ocidentais em Itália.

Só em Itália o Presidente do Irão assinou contractos no valor no valor de 17 mil milhões de euros, o que é significativo……………….

Esta foi a primeira visita de um Presidente do Irão à Europa, nos últimos 16 anos, e só foi possível depois do levantamento do embargo aquele país que aceitou assinar um acordo para colocar fim ao seu programa nuclear.

Avisado pela polémica o Presidente Francês, François Hollande, anulou o almoço previsto com o presidente iraniano.

“Não bebem vinho? Então não temos almoço “ – foi a resposta do Eliseu.

publicado por Tubarão às 22:33

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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2016

Os Índios e os Cowboys

Estávamos nós a tentar ver os desenhos do Tino de Rans quando fomos surpreendidos pela decisão do Tribunal Constitucional de repor as pensões vitalícias a políticos e a juízes do TC, que não sejam magistrados de carreira.

Nem sequer me preocupa se o custo destas pensões é elevado pois a sua existência é no mínimo escandalosa.

Como pode o cidadão comum aceitar que alguém receba uma pensão vitalícia por 12 anos de trabalho (com 80% do ultimo vencimento) quando esse mesmo cidadão nem com 50 anos de trabalho tem direito à sua pensão de reforma por inteiro?

Faz sentido esta enorme fronteira entre o povo e quem exerce cargos políticos? Não me parece!

A grande maioria dos deputados como advogados que são, chegam a exercer a sua função política ao mesmo tempo que exercem cá fora a sua função na advocacia.

Esta decisão do TB apanhou inclusivamente “fora de pé” Maria de Belém, candidata presidencial, que também subscreveu o pedido de constitucionalidade às escondidas.

Convêm ainda, para os mais distraídos, realçar que para além desta premissa, os deputados ainda têm um subsídio de integração quando deixam as suas funções.

Marisa Matias também veio a público condenar estes privilégios portugueses mas nada disse quanto ao facto de os eurodeputados, como é o seu caso, poderem ter as mesmas prerrogativas ao fim de 10 anos! Aguardemos pois.

Conforme disse esta semana Rui Tavares (não sou aderente nem votei no Livre): “todos nós gostaríamos de poder recorrer ao Tribunal Constitucional contra medidas que achamos inconstitucionais e violadoras dos nossos direitos. Porem esses privilégios cabe, entre outros, aos deputados que devem usa-lo em representação dos interesses colectivos e não do interesse próprio como sucedeu e para mais feito à socapa”!

Por fim deixo-vos os nomes dos que “às escondidas” resolveram solicitar ao TC a constitucionalidade da lei que Passos Coelho tinha introduzido:

Alberto Costa (PS), Alberto Martins (PS), Ana Paula Vitorino (PS), André Figueiredo (PS), António Braga (PS), Arménio Santos (PSD), Carlos Costa Neves (PSD), Celeste Correia (PS), Correia de Jesus (PSD), Couto dos Santos (PSD), Fernando Serrasqueiro (PS), Francisco Gomes (PSD), Guilherme Silva (PSD), Hugo Velosa (PSD), Idália Serrão (PS), João Barroso Soares (PS), João Bosco Mota Amaral (PSD), Joaquim Ponte (PSD), Jorge Lacão (PS), José Junqueiro (PS), José Lello (PS), José Magalhães (PS), Laurentino Dias (PS), Maria de Belém Roseira (PS), Miguel Coelho (PS), Paulo Campos (PS), Renato Sampaio (PS), Rosa Maria Albernaz (PS), Sérgio Sousa Pinto (PS) e Vitalino Canas (PS).

Entretanto tivemos ontem a eleição do novo Presidente da Republica com a vitória esmagadora de Marcelo Rebelo de Sousa e da abstenção.

Para além do ex-presidente do PSD também Marisa Matias e “Tino de Rans” estão de parabéns pelo resultado alcançado.

Perdedores, Sampaio da Novoa, Maria de Belém e o candidato da CDU Edgar Silva que obteve o pior resultado de sempre nas presidenciais para esta força política.

Outro vencedor da noite foi António Costa com a estratégia que implementou no PS tendo em vista estas eleições.

Sem nunca apoiar directamente nenhum candidato na primeira volta, não se comprometeu com a derrota de Sampaio da Nóvoa e deixou que todos os seus opositores, ao apoiarem Maria de Belém, tenham agora o deserto como horizonte!

 

Intervenção ontem na Radio Cruzeiro

publicado por Tubarão às 19:30

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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016

Uns são filhos outros são enteados

Muito se tem falado e escrito a propósito da aplicação das 35 Horas aos empregados do estado.

Pergunto, desde já, porquê só aos empregados do estado?

Os empregados do sector privado não o merecem?

Não é de agora que escrevo umas linhas denunciando o facto de uns trabalhadores (os do privado) não serem tratados como os trabalhadores do sector publico.

Ainda não passaram muitos anos quando os trabalhadores do sector publico se podiam reformar 4 a 5 anos mais cedo do que os trabalhadores do sector privado.

Mais, havia inclusivamente o factor “tempo de trabalho” onde os funcionários públicos podiam se reformar com 35 anos de serviço e os do privado só com o limite de idade.

Alguém viu alguma vez uma central sindical levantar a voz contra estes dois pesos completamente diferentes? Não pois não?

Aliás, deixem-me partilhar com vocês algumas atitudes “engraçadas”: a concertação social serve para o que convêm não havendo uma linha orientadora, séria e ética pois se tal acontecesse era lá que as 35 horas deviam ser estabelecidas e não na Assembleia da Republica.

Desde sempre e como trabalhador por conta de outrem, já lá vão 45 anos, sempre defendi que os direitos deviam ser iguais para todos independentemente de sermos do público ou do privado.

Como posso ficar “mudo” quando vejo que o valor médio das reformas no sector privado é quase metade do mesmo valor do sector publico? Só recentemente foi feito algo para que os trabalhadores neste campo sejam tratados da mesma forma.

O problema é que nunca se vai ao encontro das melhores práticas pois colocaram-se os trabalhadores do sector publico com os mesmos princípios do sector privado quando o desejável era precisamente o contrário.

Como posso ainda hoje perceber que um juiz (neste caso uma juíza……) do Tribunal Constitucional se tenha reformado com 10 anos de actividade e com menos de 40 anos?

É vergonhoso que TODA a classe política nada faça, para alterar estes princípios que ofendem quem trabalha.

É normal ainda que juízes, policias, militares ou médicos tenham um tratamento diferenciado no âmbito da Administração Publica?

É normal que para alem destas destrinças também elas existam, na função publica, entre trabalhadores que desempenham a mesma função tendo em conta a data em que foram admitidos? Não me parece normal!

Deixem-me, para finalizar, partilhar com vocês o preâmbulo da proposta do Governo a propósito da implementação das 35 Horas: “ Fomentar uma maior conciliação da vida familiar com a vida profissional e visa salvaguardar direitos retirados unilateralmente aos funcionários públicos”!

Muito bem, mas quem trabalha no privado não deve também ter acesso a estes direitos.

Quando diferenciamos não estamos a melhorar estamos a criar barreiras estamos a dizer que existem portugueses de primeira e outros de segunda ou como diz o povo uns são filhos outros são enteados.

publicado por Tubarão às 22:50

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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2016

Artistas

A política em Portugal foi, nas últimas semanas, dominada nos media por dois homens Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Portas.

O primeiro anunciou que que quer ficar, o segundo anunciou (mais uma vez) que se vai embora!

A cumplicidade da imprensa (seja ela qual for) é tão evidente com estes dois senhores que esquecem o que não deviam só ouvem o que lhes convêm e ainda querem dourar a pilula.

Com Paulo Portas tudo foi possível acontecer na política. Começou na JSD, mais tarde filiou-se no CDS e tornou-se um dos homens de Manuel Monteiro a quem viria a tirar o tapete.

Fez amizades com os reformados, agricultores, taxistas e feirantes que depressa esqueceu.

Passou pelas feiras com grande sacrifício pessoal.

Fez um acordo com Marcelo Rebelo de Sousa que depressa terminou, candidatou-se a Camara Municipal de Lisboa com resultado inferior “ao do táxi” .

Escreveu uma demissão mas voltou atrás quando António Guterres se demitiu horas antes.

Foi antieuropeu mas agora é federalista.

Tornou – se irrevogável sendo revogável, enfim uma série de cambalhotas (para ser simpático) que a qualquer outro seriam de bradar aos céus.

Como estamos a falar de Paulo Portas julgo que já nada nos admira nem mesmo esta lavagem que nos últimos dias temos assistido.

Enfim……………….

Falemos agora sobre Marcelo Rebelo de Sousa

Depois de anos e anos na TV onde debitava desde o futebol passando pelo social à política a sua candidatura era mais que anunciada.

Acontece que entre o anúncio da candidatura e a realização das eleições vão uns meses e por cada dia que passa Marcelo Rebelo de Sousa perde votos.

Todos estes anos levaram a um imenso registo documental onde o professor aparece um dia a dizer uma coisa e passados uns anos a dizer o seu contrário. O comentador tinha opinião sobre tudo, o candidato pelos vistos não tem opinião.

Diz, alto e bom som, que não é o candidato da direita tendo tido o desplante de afirmar que em último caso é a favor da nacionalização do Novo Banco se as condições de venda do mesmo não se verificarem.

Este desalinhamento entre o que se disse em tempos e o que agora se afirma vai continuar até ao último dia da campanha, conforme ficou provado no debate com Marisa Matias, onde meteu as mãos pelos pés relativamente à posição que tinha tomado em 2012 aquando da aprovação do orçamento de estado.

Confesso que começo a ver a morte das convicções, tal como afirma um amigo, tendo essa mesma falta de valores sido nos últimos tempos mais evidente à direita do que à esquerda.

Não estando ainda lé lé da cuca, julgo que faltam à direita referências e valores.

Pelo menos as referências e valores que sempre defendi.

(Intervenção de hoje na Radio Cruzeiro)

publicado por Tubarão às 23:00

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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2015

Orçamento Camarário para 2016

Ainda não será em 2016 que a Povoa de Santo Adrião verá duas obras importantes terem o seu inicio.

Refiro-me , concretamente, à recuperação da antiga Escola Primária na Rua D Afonso Henriques e ao campo de futebol .

Cá continuaremos a dar voz a estas necessidades sempre que seja possível !

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publicado por Tubarão às 18:43

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E a foto.................

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publicado por Tubarão às 10:58

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