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Terça-feira, 12 de Abril de 2016

O alfaiate do Panamá

Uma investigação internacional de diversos anos, e tendo centenas de jornalistas a acompanhá-la, dê-nos a conhecer mais um mar de actividades dos que não querem pagar impostos como o cidadão o deve fazer.

Quem quer pagar impostos ou melhor, quem não quer fugir aos mesmos, não usa paraísos fiscais.

Estes servem para que? Para fugir a impostos e para guardar dinheiro obtido de forma duvidosa. Mais, permitem a ocultação dos terroristas da cidadania

Quando alguém coloca dinheiro numa offshore está a faze-lo por motivos fraudulentos na esmagadora maioria dos casos. Senão vejamos, o que este processo em termos nacionais já trouxe ao nosso conhecimento: um banco utilizava este “esquema” há mais de 20 anos. O seu nome? BES.

O banco tinha mais de 300 offshores, uma rede gigantesca que iam da Suíça ao Luxemburgo e nos levavam até inclusivamente à Líbia durante o consulado de Kadhafi.

Quando falamos em escândalos lá nos aparece sempre o mesmo nome……….já nem admirados ficados quanto mais estupefactos.

 

A grande maioria quis ocultar património, quis não pagar impostos, quis essencialmente esconder….. esconder……… esconder. Todos nós sabemos que ter uma offshore não é crime, antes pelo contrário é permitido por lei, o que não é permitido e é crime é ocultar a existência da mesma e não pagar os impostos respectivos relativamente ao seu próprio país.

O problema não esta no modelo mas sim naquilo que as pessoas fazem com o mesmo a questão é moral, de valores de princípios.

Estamos perante um “doença mundial”, um vírus que vai da Rússia à Islândia passando Grã-Bretanha. Eles são políticos, artistas de cinema, etc etc

Esta investigação vai criar uma pressão sobre a sociedade em geral, mas mais particularmente sobre a classe politica. Esta, tem de saber legislar para que seja possível esta criminalidade ser investigada pelas polícias de cada Estado e não estarmos dependentes do jornalismo de investigação.

Longe vão os tempos em que a política mandava na economia, o mundo actual é comandado por números e principalmente por números com muitos zeros à direita. Depois dos “ Panamá Papers” nada ficará na mesma, pelo menos enquanto o assunto estiver na ordem do dia, os aldrabões ficarão mais refinados e os estados terão tendência para demonstrar o ético.

Obama criticou as empresas americanas que gostavam dos benefícios nacionais mas pagavam impostos noutros países (onde é que já vi isto ????????).

A Europa continua fazer de conta que não vê permitindo diferentes regimes fiscais na sua área geográfica como por exemplo a Holanda, refugiu de diversas empresas portuguesas.

Nos por cá cantamos, ouvimos e lemos !

publicado por Tubarão às 19:40

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