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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2016

Artistas

A política em Portugal foi, nas últimas semanas, dominada nos media por dois homens Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Portas.

O primeiro anunciou que que quer ficar, o segundo anunciou (mais uma vez) que se vai embora!

A cumplicidade da imprensa (seja ela qual for) é tão evidente com estes dois senhores que esquecem o que não deviam só ouvem o que lhes convêm e ainda querem dourar a pilula.

Com Paulo Portas tudo foi possível acontecer na política. Começou na JSD, mais tarde filiou-se no CDS e tornou-se um dos homens de Manuel Monteiro a quem viria a tirar o tapete.

Fez amizades com os reformados, agricultores, taxistas e feirantes que depressa esqueceu.

Passou pelas feiras com grande sacrifício pessoal.

Fez um acordo com Marcelo Rebelo de Sousa que depressa terminou, candidatou-se a Camara Municipal de Lisboa com resultado inferior “ao do táxi” .

Escreveu uma demissão mas voltou atrás quando António Guterres se demitiu horas antes.

Foi antieuropeu mas agora é federalista.

Tornou – se irrevogável sendo revogável, enfim uma série de cambalhotas (para ser simpático) que a qualquer outro seriam de bradar aos céus.

Como estamos a falar de Paulo Portas julgo que já nada nos admira nem mesmo esta lavagem que nos últimos dias temos assistido.

Enfim……………….

Falemos agora sobre Marcelo Rebelo de Sousa

Depois de anos e anos na TV onde debitava desde o futebol passando pelo social à política a sua candidatura era mais que anunciada.

Acontece que entre o anúncio da candidatura e a realização das eleições vão uns meses e por cada dia que passa Marcelo Rebelo de Sousa perde votos.

Todos estes anos levaram a um imenso registo documental onde o professor aparece um dia a dizer uma coisa e passados uns anos a dizer o seu contrário. O comentador tinha opinião sobre tudo, o candidato pelos vistos não tem opinião.

Diz, alto e bom som, que não é o candidato da direita tendo tido o desplante de afirmar que em último caso é a favor da nacionalização do Novo Banco se as condições de venda do mesmo não se verificarem.

Este desalinhamento entre o que se disse em tempos e o que agora se afirma vai continuar até ao último dia da campanha, conforme ficou provado no debate com Marisa Matias, onde meteu as mãos pelos pés relativamente à posição que tinha tomado em 2012 aquando da aprovação do orçamento de estado.

Confesso que começo a ver a morte das convicções, tal como afirma um amigo, tendo essa mesma falta de valores sido nos últimos tempos mais evidente à direita do que à esquerda.

Não estando ainda lé lé da cuca, julgo que faltam à direita referências e valores.

Pelo menos as referências e valores que sempre defendi.

(Intervenção de hoje na Radio Cruzeiro)

publicado por Tubarão às 23:00

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