.mais sobre mim

.actividade recentes

. Vamos lá por partes

. António Esteves

. Caixa de Pandora

. O alfaiate do Panamá

. Excelente blog de viagens

. Guerra e Paz

. Artigo publicado em que j...

. Geringonça

. As partes de um todo!

. Novo cartaz

blogs SAPO

.arquivos

. Julho 2016

. Junho 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

Terça-feira, 28 de Abril de 2015

40 anos

Estão passados quarenta anos desde que se realizaram as primeiras eleições livres em Portugal.

Para quem, como eu, fez 18 anos no ano de 1974 todo este período que vai do golpe de estado às eleições livres de 25 de Abril de 1975 foi vivido com muita paixão.

Principalmente, quando porque estava num período da minha vida em que começava a tomar consciência politica do que me rodeava.

Foi, depois do 1 de Maio de 1974, o dia em que o povo saiu à rua para comemorar a liberdade.

As filas para se votar eram extraordinárias. A envolvência das pessoas magnífica.

Quase 92% dos portugueses exerceram o seu direito de voto. 14 Partidos concorreram às eleições mais participadas de sempre.

Hoje já ninguém se recorda que o MRPP foi impedido de participar nessas eleições porque o seu símbolo se confundia com o do Partido Comunista. Hoje alguém se lembra FEC(M-L), da FSP, do MES, do CDM e da ADMI - Associação para Defesa dos Interesses de Macau?

Era nesta panóplia de partidos em que os portugueses ser reviam, era a liberdade de constituir um partido em defesa dos ideais que julgavam ser os mais indicados para nova sociedade portuguesa.

Muitos deles, os partidos, morreram à nascença pois não tiveram votos que lhe dessem a sustentabilidade que necessitavam.

O Partido Socialista ganhou as eleições e dos pequenos partidos, entretanto já desparecidos o MDP elegeu cinco deputados, a UDP e a ADMI um.

Passados que estão 40 anos desde as primeiras eleições livres, o único partido (mesmo não o sendo pois representa um conjunto de facções) que conseguiu entrar na Assembleia da República de uma forma sustentada, fazendo frente aos partidos tradicionais, foi o Bloco de Esquerda.

Ao longo destes anos tivemos novos partidos que conseguiram eleger deputados (outros nem isso), pontualmente (estou-me a lembrar do PRD), mas que depois não conseguiram uma reeleição acabando por morrer politicamente.

Temos contudo casos pontuais de resistência como o POUS , de Carmelinda Pereira, fundado em 1976.

Recentemente e com o aproximar das próximas eleições surgiram novamente novas forças politicas que nas próximas eleições legislativas terão a sua prova final.

Uns recolheram 7.500 assinaturas, conforme a lei exige, outros fizeram “parcerias público-privadas”, como Joana Amaral Dias, todos na esperança de obter um lugar no Parlamento.

Todos eles, tanto os que concorrerem pela primeira vez as próximas eleições, como os partidos que neste momento já têm assento na Assembleia da República, deverão ser tratados de forma idêntica pelos órgãos de comunicação social.

Na passada semana tivemos conhecimento de um projecto, apadrinhado pelos três partidos do arco da governação, que pretendia a entrada em vigor do célebre lápis azul usado antes de 1974.

Para os mais novos uma pequena explicação: designa-se assim-lápis azul- porque todos os artigos que se pretendiam colocar, por exemplo, num jornal tinham de ser previamente vistos pela censura que de uma forma geral censurava, cortando os textos com um lápis azul.

Entre a passagem dos 40 anos das primeiras eleições livres e a tentativa de censurar na comunicação social o pensamento dos partidos portugueses, talvez encontremos a razão para o aumento constante dos portugueses que deixam de votar e que deixaram de acreditar na verdadeira democracia!

Por mim, que sempre votei desde 1975, encaro as próximas eleições como um verdadeiro combate: entre o dever cívico e a minha angústia e revolta.

Tudo pode acontecer até a falta de comparência.

(artigo de ontem para a Rádio Cruzeiro)

publicado por Tubarão às 08:25

link do post | comentar | favorito
|

.Facebook

Tu Barao

Cria o teu cartão de visita

.Benfica até debaixo de agua